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TCE investiga (irregularidades que pode passar 1 milhão) em compras da Prefeitura e contrato com o Hospital da Caridade

O Ministério Público de contas ,apura sobre preço na compra de EPIs, feita pela prefeitura de franca. Esses EPIs podem ter custado até 3 vezes mais que o valor de mercado.

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Além da locação supostamente desnecessária dos leitos de enfermaria do Hospital da Caridade, por R$ 1,2 milhão.

O TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) aceitou representação do Ministério Público de Contas e abriu processo, na semana passada, para apurar gastos próximos de R$ 1 milhão pela Prefeitura de Franca relativos ao combate do Covid-19.

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O contrato para locação do hospital da caridade pala locação de 20 leitos de enfermaria, também é alvo de investigação o valor do contato e de 1,2 milhão.

O objetivo é investigar se houve  irregularidades na compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) por valores até nove vezes maior que a média de mercado e também a necessidade de locação dos leitos de enfermaria.

Na representação, o Ministério Público de Contas acusa dados para mostrar que a Prefeitura gastou R$ 992.132,50 para comprar aventais, máscaras e luvas durante o período do Estado de Emergência, decretado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), por conta da pandemia do novo coronavírus.

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Pelas contas apresentadas no documento, a Prefeitura pagou três vezes mais pelos EPIs.

Se tivesse comprado os equipamentos pelo preço de mercado ou menor valor encontrado em pesquisa pelo MPC, a conta ficaria em R$ 315,1 mil e o município economizaria R$ 676,9 mil.

“Nesse contexto, conforme se depreende da documentação disponibilizada pela Administração em seu Portal da Transparência, as contratações ocorreram em patamares superiores aos valores praticados no mercado ou mostraram-se desnecessárias, no caso da locação dos leitos de enfermaria, além do não cumprimento de preceitos legais”,

 afirma a procuradora do MPC Renata Constante Cestari ao GCN.

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Sobre preço

Segundo a procuradora, a Prefeitura de Franca comprou aventais pelo valor total de R$ 140.277,50. Se os mesmo fossem comprados pelo valor médio de mercado que e de R$ 3,50, poderia ter economizado R$ 49.802,50.

Também investigam a compra de aventais onde a compra foi feita somente dia 29 de julho e o município por comprar depois pagou R$ 5.80 onde se tivesse comprado dia 9 teria pagado apenas R$ 4,15.

A diferença é ainda maior, de 375%, quando comparado com os aventais similares comprados pelo Prefeitura, em março, pelo valor de R$ 1,22. A economia, neste caso, destaca o MPC, seria de R$ 108.740,50.

No de máscaras PFF2, a Prefeitura chegou a pagar R$ 18,45 por unidade, enquanto outros municípios paulistas pesquisados pagaram, em média, R$ 3,75. A economia, nesse caso, seria de R$ 199.924,00.

A própria Prefeitura comprou as máscaras por muito menos. Em 10 de junho, o município pagou R$ 4,70 e, um mês depois, em 9 de julho, o valor foi para R$ 18,45 – uma diferença de 292%, que geraria uma economia de R$ 179.242,50.

Com máscaras descartáveis, Franca gastou R$ 380.750 e, segundo o MPC, poderia ter economizado R$ 299.650, se tivesse comprado pelo mesmo valor que um município paulista declarou.

A Prefeitura pagou até R$ 3,80 por um produto que foi comprado por R$ 0,40 dentro do Estado – nove vezes e meio mais barato.

O valor mais alto pago por Franca foi em 9 de julho. Onze dias antes, em 29 de junho, pagou R$ 3 a menos pela mesma máscara: R$ 0,80.

Por fim, o MPC apurou que a Prefeitura investiu R$ 189.543,50 para comprar luvas descartáveis e, se tivesse pagado o preço médio de mercado, teria gastado R$ 68.629,10 a menos.

Em todos os casos, a procuradora afirma que os dados demonstram a existência de sobrepreço e que não foi identificada pesquisa de preços, como determina a legislação, para a compra dos equipamentos.

No Caso do Hospital da Caridade

 

Para Renata Constante Cestari a procuradora, o convênio entre a Prefeitura de Franca e o Hospital da Caridade, para a compra por três meses de 20 leitos de enfermaria para tratamento de pacientes do Covid-19, ao valor de R$ 1,2 milhão,

“está dentro dos parâmetros de mercado considerados razoáveis”,

mas é “desnecessário”.

O MPC analisou os Boletins Epidemiológicos da Prefeitura de Franca entre 4 de maio e 23 de junho e constatou que apenas na primeiras quinzena de maio a taxa de ocupação de leitos de enfermaria chegou a atingir mais de 50%.

Já no estudo dos dados de 24 de junho a 18 de julho, a procuradora constatou que a média de leitos vagos foi de 38 no período.

 Entre os dias 15 e 16 de julho, Franca registrou a menor quantidade de leitos vagos: 18.

“Conclui-se que, historicamente, a quantidade média de leitos vagos é significativamente superior à quantidade de leitos locados pela Prefeitura junto ao Hospital da Caridade Dr. Ismael Alonso & Alonso, podendo eventuais gargalos serem supridos pela estrutura já existente”, escreveu a procuradora.

“Tornando o convênio desnecessário, possibilitando uma economia de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, valor este que poderia ser utilizado em outras frentes, ou também relacionadas à Saúde, ou relacionadas a outros setores necessitados do município”, completou.

Explicações

Para ela, apesar de o estado de pandemia causar “reflexos indesejáveis seja na demanda e disponibilidade de produtos/serviços tão essenciais quanto os contratados, seja nos preços praticados pelo mercado, é certo que cabe à Administração se cercar de todos os cuidados possíveis para fazer bom uso dos recursos públicos”.

Desta forma, o MPC pede que a Prefeitura de Franca seja notificada para apresentar os documentos e justificativas que julgar pertinentes, incluindo os documentos faltantes relativos aos processos analisados, não disponibilizados no portal da transparência municipal.

A Prefeitura ainda nao se manifestou sobre isso.

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