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Com a mãe internada diagnosticada com Covid-19, filhas todos os dias revezam a ida até à janela do hospital para rezarem pela sua recuperação no RN;”Enche o coração de fé”, diz enfermeira

Duas irmas, vivem uma rotina completamente fora do normal, há aproximadamente vinte dias que se tornam em dias de fé. A mãe de ambas, Maiza Oliveira de Souza, de sessenta e um anos, encontra-se internada com a doença do coronavírus. Então às duas filhas revezam para ir todos os dias até à janela do quarto onde ela está internada para ver a mãe.

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A fé destas duas irmas, Ana Carolina e Ana Cláudia, comoveu a equipe médica, que trabalha na unidade, diariamente para a recuperação da mãe, que se encontra intubada aproximadamente há duas semanas.

As irmas, residem atualmente no Rio Grande do Norte, mas anteriormente, uma delas vive em Lisboa, Portugal e outra sem SP. Ambas regressaram à cidade natal logo quando surgiu a primeira suspeita que a mãe teria contraído a doença, no qual ainda não estava confirmada. Já um tempo depois, ela foi diagnosticada com a doença.

Maiza não tinha alternativa de se curar em casa, e necessitou de ser hospitalizada no final do mês de abril. Logo uns dias depois, ela piorou até ao ponto de precisar ser submetida a intubação.

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Entretanto, durante todo esse tempo, até ao primeiro dia desta quarta-feira, as duas irmas vivia uma rotina diária de rezar pela recuperação da mãe, através da janela do quarto onde ela se encontra hospitalizada.

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Ana, uma das filhas de Maiza, conta que todos os dias, ela e a irma revezam a ida até à janela. Que muitas vezes chegam as 17h, 18h, 19, e sem às 20h, 22h, 24h. Ela conta que tudo dependente, como elas se sentem, e quando o coração de ambas fica calmo, ou quando elas acham que a mãe precisa da presença delas.

Ela destaca ainda, que até ao momento elas têm sido abençoadas. As filhas atualmente estão a viver uma expectativa, por uma possível entubação, depois de a mãe ter apresentado uma melhora no seu quadro clínico.

As profissionais, que cuidam de Maiza, dizem que a oração das duas irmas, pela mãe mudou até inclusive o ambiente de trabalho. Andréa Oliveira, enfermeira conta que como profissional de saúde, principalmente na linha da frente, mas UTIs, que todos vêm muita morte, no qual muitas coias que às vezes a fé acaba ficando de lado, mas que ficam mais racionais.

E quando surge uma situação como essa, acaba mexendo com todos e se sentem novamente humanos.  Enche o coração de fé e de humanidade, conclui. Ainda para Andréa, ela destaca que a fé das duas irmas tem feito diferença, na recuperação da mãe.

A fé delas aumentou a minha fé, no qual sempre vale acreditar. Quando você vê um ambiente, fica diferente. Mas é algo muito forte, só quem está lá sabe, conta. Alguns dias de oração, a equipe médica e as duas irmas criaram uma forte relação. No qual por vezes, elas chegam a rezar juntas, mesmo com a separação das janelas.

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