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Criança contrai raiva transmitida por raposa e morre

Uma criança de apenas dois anos de idade, acabou falecendo ontem, depois de ter contraído raiva durante o ataque de uma raposa, na região do povoado de Santa Rita, um município pertencente a Chapadinha, no interior do Maranhão.

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O incidente aconteceu no mês de agosto e os médicos que fizeram o atendimento da criança, não realizaram a aplicação da vacina antirrábica no garoto, tal procedimento que é padrão no início do tratamento para estes tipos de casos.

Depois de uma longa sucessão de idas e vindas ao hospital, Luís Samuel Almeida da Silva foi encaminhado para São Luís, já apresentando sintomas avançados da doença.

No dia 23 de setembro, mesmo dia em que foi levado para São Luís, o garoto não resistiu e acabou falecendo.

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De acordo com informações passadas pelo secretário de saúde de Chapadinha, Richard Wilker, os médicos que estão envolvidos no caso foram afastados e estão passando por investigação, sobre a suspeita de uma possível negligência, o que pode ter acarretado na morte de Luís Samuel.A criança foi atendida no dia 4 de agosto, por uma doutora, com relato de que um gato havia o arranhado e apenas foram feitos o curativo e a limpeza do local do ferimento.

Já em um segundo atendimento, no dia 19 de setembro, no Hospital Municipal, um outro médico consultou a criança que apresentava um quadro de desconforto respiratório, muita irritabilidade e enjoos frequentes.

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A criança recebeu nebulização e antibiótico, medicamentos para dor e enjoo e em seguida ele foi liberado para voltar para casa.

“Dia 20, ele retornou ao hospital, na Unidade de Pronto Atendimento, com irritabilidade, bem agressivo, e com reações como se quisesse morder. Um estágio bem avançado da doença. A partir disso, ele foi transferido para o Hospital da Criança, em São Luís, com suspeita de raiva”, contou o secretário.

“De acordo com os familiares, uma raposa apareceu na propriedade e não ia embora. Eles tentaram espanta-la e ainda assim, não fugiu. Então a raposa foi atacada por um cachorro que, a matou. (…) ou seja, ou essa raposa mordeu o menino sem ninguém ver o que seria um ataque direto, ou então se trata de uma infecção indireta por meio da saliva da raposa que estava no cachorro. Como ele lutou com a raposa, pode muito bem ter ficado com saliva dela. Nessa lógica, se a criança encostou no cão, a probabilidade de o vírus passar para ele é alta. (…) se isso pode ter sido o que aconteceu, o que explica o cachorro não ter adoecido? Porque ele foi vacinado em anos anteriores”, explicou o diretor da vigilância sanitária, Rubiel Perez.Esse se trata do primeiro caso de raiva confirmado no Maranhão em 8 anos. Antes disso, no ano de 2013, dois casos haviam sido notificados nos municípios de Humberto de Campos e São José de Ribamar.

 

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