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Médicos da maior UTI de Covid do Brasil falam sobre pacientes antivacina que se arrependem quando caso se agrava

A Ômicron gerou um estado de pandemia dentro da própria pandemia. A primeira é uma onda de contaminação que afetou muita gente, porém, graças às vacinas, não existe gravidade na maior parte dos casos.

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A segunda pandemia é daquelas pessoas que não se vacinaram ou ainda não estão com as doses em dia. Para este grupo em específico, a Ômicron se mostra tão terrível quanto as outras variantes.

O lado agressivo da Ômicron, pode ser visto em leitos de UTI do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, que fica no município de Acari, na região norte do Rio de Janeiro. A mesma se apresenta nos rostos dos pacientes que estão intubados e necessitando de máquinas para sobreviver.

Está estampada em meio à angústia daqueles que não necessitam de tubo, mas estão igualmente prostrados, fracos para reagir e conhecedores de seus gravíssimos estados.

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“Embasado em alguns dados, a Ômicron possui um potencial mais baixo de tornar o caso grave. Mas foi observado que, um percentual gigantesco dos casos que evoluem para um estágio mais perigoso, acontece em pessoas não vacinadas ou vacinadas imcompletamente. A maioria destes estão intubados ou quase precisando de uma intubação”, relatou Roberto Rangel, que é o diretor do Ronaldo Gazolla.Especificamente nesses pacientes que não estão protwegidos, é possível ver com tamanha nitidez o nível do comprometimento pulmonar que é severo. Surgem as alterações fisiopatológicas que são características das outras variantes do coronavírus, como trombos disseminados.

As mortes são mais evidencias da violência da Ômicron para os não imunizados. Desde que os leitos exclusivos para a Covid na unidade foram reabertos, 56% das mortes foram de quem não estava vacinado, 35% de pacientes com doses incompletas e 9% de pacientes já vacinados, porém que possuíam alguma comorbidade descompensada e em um avançado grau de doenças de base.

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O diretor do hospital, traz a memória um paciente que deixou um impacto na equipe do Gazolla. No começo, José (nome inventado para que a identidade fosse preservada), de 66 anos de idade, não queria aceitar que estava com Covid-19. Após cinco dias desde que foi internado, o estado de saúde dele piorou, e José ficou desesperado.

“Me desculpem, por favor. Sei que eu sou o único culpado, mas não me deixem morrer”. porém infelizmente, José não conseguiu resistir, e só depois que morreu, sua família decidiu se vacinar.

“Infelizmente, essas mesmas pessoas, acabam descobrindo da pior forma possível a Covid-19 como a Covid-19 realmente é. Aquilo em que acreditam e estão convictos, suas ideologias , tudo é desconstruído de uma só vez pelo coronavírus. Esses pacientes ficaram arrependidos e desesperados ao ver aquilo que tanto negaram diante dos próprios olhos”, finalizou ele.

 

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